As lutas dos ativistas nos mais variados segmentos são na maioria das vezes esfolados por oportunistas desejando dar visibilidade a suas causas que não podem ser claramente reveladas trazendo prejuízos irremediáveis ao sucesso da mobilização social e da defesa de direitos.
Tudo isso tem encontrado sustento na ausência de legitimidade dos representantes que impõem suas presenças como portadores de uma figuração desnecessária e insipiente, mas que tende a sucumbir pela própria subjetividade.
Mas temos que iniciar a leitura destes personagens por uma ótica de marginalização que remete a um tempo que antecede a escravidão no Brasil. A necessidade de expansão da supremacia da posse que justificou a captura de vários povos como escravos e que não foram apenas negros, necessitou de personagens figurativas utilizadas na realização. desses planos escusos, exemplo de Judas, talvez o mais famoso dos traidores que ao ver revelada a gravidade do erro que cometeu suicidou-se. Sem duvida que os fatos se repetem e num crescendo, o desespero destes marginalizados pela própria sede de poder afastam dos ganhos da luta os que deveriam ser o principal objeto da mesma.
O enfrentamento da baixa escolaridade, o subemprego, a desvalorização da imagem de nossas mulheres, as drogas, o mito da lascívia negra, entre tantos outros estigmas, quando colocados em planos subalternos mantêm a sorte de outros preconceitos que impedem de maneira quase irreparável a conquista do direito a diversidade com respeito à igualdade humana.
Já é tempo então de darmos adeus aos franqueadores que não nos representam legitimamente dando exemplo de união que tirou vários povos no decorrer da historia do cativeiro, foi assim com os hebreus, a escravidão dos negros pelo mundo, os judeus no holocausto, os seringueiros com Chico Mendes e tantos outros movimentos libertários.
É imprescindível a liderança, mas essas são naturais, justificando a existência e o sucesso na empreitada.
Legitimidade é o caminho.